NERA

Colorismo não é afirmação de identidade, além de atrapalhar na luta contra o racismo

Conceito de colorismo foi a temática do Núcleo de Estudos Étnicos-Raciais (NERA), no último dia 28 de setembro

Por José Ibiapina [1]

Edição por Talita Souza [2]

Revisão por Maurício Carvalho [3]

Supervisão de Prof. Wiliam Pianco [4] e Profa. Nicole Morihama [5]

A Professora e coordenadora do Núcleo de Estudos Étnicos-Raciais (NERA), Maria Lúcia, deu início ao encontro da última terça-feira, 28 de setembro, citando trechos do livro da escritora americana, Alice Walker chamado “Search Of Our Mothers’ Gardens Womanist Prose”, escrito em 1982, no qual aborda a realidade do negro na sociedade norte-americana (ou colorismo no português brasileiro), para designar um tipo de discriminação racial, que significa: quanto mais próximo for o tom de pele clara, haverá uma tendência maior de aceitação social. O livro serviu como inspiração para o movimento Black Lives Matter, como forma de combate ao colorismo.

A coordenadora deixou claro que o termo, no Brasil, torna-se um sistema que busca aceitação no qual a branquitude permite a presença de sujeitos negros com identificação maior de traços próximos ao europeu, mas, no entanto, não os eleva ao mesmo patamar dos brancos, apenas os tolera. Segundo um texto publicado no blog Blogueiras Negras, por Aline Djokic, o colorismo dificulta até mesmo o acesso de pessoas de pele escura a certos lugares da sociedade, o que consequentemente, impede o acesso a serviços que lhes são de direito.

A professora prosseguiu explicando que o colorismo cria tonalidades de pele como se fosse uma clarificação de lápis de cor em tons claros e escuros. Na contemporaneidade, esse tipo de classificação pode facilitar a vida de quem tem a pele mais clara e dificultar o dia a dia de quem tem a pele mais escura. Por exemplo: uma pessoa negra com a tonalidade de pele mais clara, tem certa aceitação na sociedade. Esta mesma pessoa pode conquistar mais facilmente, por exemplo, um emprego por ter uma pigmentação da pele da etnia branca.

O encontro progrediu com informações construtivas sobre o assunto, a fim de deixar claro como a sociedade ainda carrega o preconceito e suas marcas, e como assuntos como esses devem estar presentes no ambiente universitário para compreensão e lutas contra o termo citado.

[1] Aluno do curso de Jornalismo FMU/FIAM-FAAM, estagiário AICOM

[2] Aluna do curso de Jornalismo FMU/FIAM-FAAM, estagiária AICOM

[3] Aluno do curso de Jornalismo FMU/FIAM-FAAM, estagiário AICOM

[4] Professor do curso de Jornalismo FMU/FIAM-FAAM, supervisor de estágios AICOM

[5] Professora e coordenadora do curso de Relações Públicas e Jornalismo FMU/FIAM-FAAM