image-2

Relações Públicas e a importância do registro de regulamentação da profissão

A 5a semana de Relações Públicas da FMU/FIAM-FAAM recebeu profissionais do CONRERP para discutir a importância da carteirinha de regulamentação para os profissionais da área

Por Victoria Oliveira [1]
Revisão de Samara Lopes [2]
Supervisão de Prof. João Batista [3] e Prof. Nicole Morihama [4]

Palestra realizada por videoconferência nesta segunda-feira, dia 19 de abril, e organizada pelo Centro Universitário FMU/FIA-MFAAM trouxe os profissionais Raffael Martins (CONRERP), Marcelo Tavares (CONFERP), Arthur Braga embaixador do FIAM-FAAM no CONRERP e Mariana Siqueira estagiária do CONRERP para orientar e atualizar os alunos de RP (Relações Públicas) sobre o mercado de trabalho e os benefícios de eles terem órgãos que regulamentam a profissão.  

CONRERP

O CONRERP é o Conselho Regional de Relações Públicas e uma autarquia federal, que integra o Sistema CONFERP (Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas), que tem por finalidade regulamentar a profissão de relações públicas dentro dos Estados de São Paulo e do Paraná. O sistema CONRERP/CONFERP é composto pelo Conselho Federal e outros sete Conselhos Regionais de Relações Públicas referente a cada Unidade Federativa brasileira. Eles ficam responsáveis por executar as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Federal, além de: fiscalizar o exercício da profissão; organizar e manter o registro do RP; julgar infrações e impor as penalidades; expedir as Carteiras Profissionais.

A importância do registro e de defender o uso dele por profissionais

O registro profissional de Relações Públicas é obrigatório para os profissionais que atuam ou desejam atuar na área. De acordo com o palestrante Raffael Martins, há um tempo existia muita burocracia para se obter o registro de profissional de Relações Públicas, o que fazia muitos profissionais da área desistirem. E mesmo hoje em dia sendo tudo mais fácil existem muitas pessoas que não tem a carteirinha mesmo sendo formados no curso de RP, uns por acreditarem não ser necessário, outros por acreditarem que ainda é uma burocracia enorme para consegui-la e outros por não entenderem a importância do registro para a profissão.  

A profissão de Relações Públicas é a única regulamentada da área de comunicação desde 1967 e tem leis que a protegem.  

Segundo essas leis, para uma pessoa ser considerada um profissional de Relações Públicas é preciso ter um diploma de graduação na área e registro obrigatório no CONFERP, pois isso dá uma garantia de que pessoas não formadas em RP sejam fiscalizadas e impedidas de exercer a profissão ilegalmente.

É nessas situações que entendemos a importância dos profissionais e estudantes de Relações Públicas terem o registro pois assim eles estão assegurados dos seus direitos como verdadeiros RPs, e tem o direito de denunciarem outras pessoas que se dizem profissionais da área, mas sem realmente o serem. Sendo assim, o CONFERP consegue dar todo apoio que os profissionais da área necessitam desde que cumpram todas as regras já citadas.

“O Conselho Federal de Profissionais de RP sempre procura envolver e agregar os alunos, pois eles são o futuro da nossa profissão”, diz Marcelo Tavares que é gerente do sistema do CONFERP. Por esta mesma razão ele diz que os estudantes devem procurar terem seus registros logo após obterem o diploma de formação, pois não vale a pena arriscar terem seus direitos perdidos depois de se dedicarem tanto aos estudos e por tanto tempo.  

Marcelo também trouxe a reflexão ética sobre ser errado ou não denunciar um colega que não é realmente relações públicas e sobre isso diz “O que é errado é um profissional de jornalismo ou de outra área atuar como relações públicas, pois isto é ir contra a lei e denunciar esta pessoa não é ir contra ela, mas sim defender o que é certo.”

Muitos dizem que essa lei é ultrapassada, mas gostando ou não ela defende os profissionais de Relações Públicas e a própria profissão. Estar apto para exercer a profissão não significa só ter um diploma, é preciso que o profissional tenha um registro para poder desempenhar as funções e atividades designadas a sua área de atuação, quando um indivíduo tem um registro isso mostra que ele tem experiência por meio de erros, acertos e, também, por meio de uma bagagem acadêmica e isso o torna, aos olhos dos demais no mercado de trabalho, um profissional ético, responsável, experiente e comprometido.

Alguns benefícios do registro de RP citados

  1. Contestação em editais públicos de concursos  
  2. A própria fiscalização na atuação profissional
  3. Garante os direitos do profissional
  4. Protege os contratantes do mau exercício da profissão
  5. Traz credibilidade e respeito ao profissional

Currículo dos palestrantes

Marcelo Tavares é professor universitário, relações-públicas, pesquisador, gaúcho, mora em Porto Alegre, assumiu a gestão do sistema da CONFERP em 2019.

Raffael Martins é profissional de Relações Públicas, trabalha na CONRERP desde 2019 e é gerente de conteúdo na VOR.

Arthur Braga é embaixador estudantil do FIAM-FAAM no CONRERP e estudante de Relações Públicas.

Mariana Siqueira, estudante de RP e estagiária do CONRERP.

A 5ª Semana de RP está sendo transmitida também pela Rádio FIAM-FAAM e a WebTV FMU/FIAM-FAAM.

Aproveite e assista aqui a gravação da palestra.

[1] Aluna do curso de Jornalismo FMU/FIAM-FAAM, estagiária AICOM
[2] Aluna do curso de Jornalismo FMU/FIAM-FAAM, estagiária AICOM
[3] Professor do curso de Jornalismo FMU/FIAM-FAAM, supervisão de estágios AICOM
[4] Professora e coordenadora do curso de Relações Públicas e Jornalismo FMU/FIAM-FAAM